sexta-feira, 28 de novembro de 2008

i can be your hero



Eu nunca gostei muito de heróis. Nunca precisei deles. Em todos os desenhos animados que eu via eles pareciam chatos e comuns, cheios de problemas, mesmo com vários poderes. Aquilo nunca me interessou. Há algum heroísmo em dar socos e pontapés em alguém? E mesmo com pouca idade, eu era fã dos vilões. Eles eram realmente interessantes. Por vezes me pareciam mais fortes, inteligentes e engraçados.

Heróis são criados para representarem valores que inspirem a sociedade. Eu nunca almejaria uma sociedade violoenta e hipócrita, que esconde a sua verdadeira face. Mas nós não vivemos em um mundo de desenho animado. Então, eu vi que heróis existem. Nenhum deles é o Batman ou o Homem Aranha (eu detesto o Peter Parker). Em sua maioria, são cientistas, pesquisadores, voluntários, artistas e gente comum. Muitos deles nunca sequer se meteram em uma briga, mas, ainda assim, fazem o possível para ajudarem o próximo e inspirarem bons valores.

Os "heróis" não almejam reconhecimento. Eles preferem o anonimato, porque, provavelmente, estão fazendo o que gostam e o que está ao seu alcance, como se fosse algo corriqueiro. Eles estão realmente ajudando. Eles estão salvando o mundo. Esses heróis provavelmente não têm a força de um Superman, mas podem ter a inteligência de um Coringa, a disponibilidade de um Lex Luthor e, até mesmo, a força de vontade de um Darth Vader.

Ainda assim, levam a sua ajuda a quem precisa, seja ela na forma de carinho, medicamentos, atenção, comida ou algo do gênero. Estes exemplos anônimos são os verdadeiros heróis. Não podemos acreditar sempre no que a mídia nos impõe. Não é porque fulano doou alguns milhões para tal instituição, que ele se tornou um herói. Talvez a adorada celebridade nem conheça o destino de tanto "investimento". Grande ato heróico.

Ser herói é colocar a "mão na massa", sem pensar em receber algo em troca. Não podemos e nem precisamos estar mortos para sermos heróis. Até mesmo Darth Vadoer voltou a ser o bom e heróico Anakin Skywalker em seus últimos momentos. Qualquer um pode ser o herói de alguém. É gratificante. Você já foi herói hoje?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

control




“Agora não dá, tô sem tempo! Mas espera um pouco, quando eu tiver um tempinho eu passo aí!”. Usual. É totalmente comum pra mim falar que estou sem tempo. Às vezes nem é verdade, mas também pode não ser mentira. Mas a minha rotina é cada vez mais exigente, como o meu chefe que tá pedindo um relatório pra “daqui a pouco”. Pouco tempo.
Acordar cedo, tomar café “correndo”, levar os filhos na escola, ir pro trabalho, almoçar (no McDonald’s, porque é mais rápido) e não digerir nada, mais trabalho, trânsito, escola, noite mal dormida. É assim que o tempo segue. Ou a falta dele. Porque o que eu conclui é que não tenho tempo nem pra cuidar de mim mesmo, tamanho o stress e pressão do dia-a-dia. Ócio é uma palavra que não existe mais no meu vocabulário.
Quisera eu acordar um pouquinho mais tarde, preparar um bom café, dar bom dia para as pessoas, trabalhar de bom humor, fazer yoga, comer em casa todos os dias, dormir um pouco depois do almoço, tomar um banho relaxante, ver um filme com as crianças depois do trabalho, e finalmente, dormir e sonhar. Sonhar como estou fazendo agora.
Que droga, perdi o meu tempo, meu chefe tá gritando, atrasei o relatório, tô com sono, preciso de cafeína. Estou tenso, o stress tomou o lugar do meu sangue, agora é ele que domina as minhas veias. O relatório! Meu veneno. Estou morrendo, quero ar! A gravata tá muito apertada, preciso respirar. Preciso de mais tempo. Quero voltar, recomeçar. Quero uma revolução. Merda! Ele acabou. Meu tempo acabou.